Eu sei que sou horrível. Não consigo terminar nada, deixo tudo pela metade, ninguém me aguenta, minhas amizades têm prazo de validade, eu sei que incomodo a todo o mundo. Sei disso desde que Andresa disse que não podia ser minha amiga porque eu “mudo demais”. E Ana Beatriz não quis mais falar comigo. E Daniella disse que eu só teria amigos se pagasse a eles. E eu comecei a pagar, comprando tudo o que podia para eles, e eles riam de mim sem eu ver e ficavam por perto para aproveitar. Eu sei que só trago problemas, que faço tudo errado, que sou imprestável e nem música sei fazer direito, mas ouvir isso do meu pai dói mil vezes mais do que ouvir de mim mesma. Se até ele, que tem a “obrigação” de gostar de mim, me acha tão ruim quanto me disse, não tenho nada. De que adianta eu conseguir parar de me machucar, conseguir ser gentil às vezes, fingir que está tudo bem para tentar incomodar menos, e nem meu pai gosta de mim?
Depois do COJUC, me esforcei tanto, tanto para não decepcionar todo mundo de novo. Mesmo que as pessoas fossem legais comigo no Dearina, eu não sei reagir. Eu não sei lidar com gente amigável. Porque ninguém foi amigável comigo a minha vida toda. A gentileza deles acabava comigo. Eu queria retribuir e não conseguia. Magoei tanta gente com isso, e mesmo assim Érica e Larissa me veem como uma professora, uma mentora. Não quero nunca mais voltar a vê-la. Não quero que essa imagem mude. Não queria estudar com elas por isso, então fui para Rio Bonito. Não conhecia ninguém lá, então era para ficar tudo bem, mas não ficou. Porque eu nunca fico bem, não importa onde. Eu odeio as pessoas. Odeio todo mundo mentindo, fingindo que gosta de mim para rir e fazer piadas quando eu falto aula. Odeio. Odeio demais. Não sei lidar com gente. Só sei lidar com gatos. Só. Eu não deveria nem ter nascido. Eu sei disso. Mas ele não podia dizer daquele jeito. Afundei outra vez.
Sempre soube que eu morreria antes dos 30. Não consigo me ver depois dos 30. Vou morrer antes. Agora tenho certeza. Não passo disso. Nem mesmo eu me aguento. A única utilidade da minha vida é servir de adubo.
Depois do COJUC, me esforcei tanto, tanto para não decepcionar todo mundo de novo. Mesmo que as pessoas fossem legais comigo no Dearina, eu não sei reagir. Eu não sei lidar com gente amigável. Porque ninguém foi amigável comigo a minha vida toda. A gentileza deles acabava comigo. Eu queria retribuir e não conseguia. Magoei tanta gente com isso, e mesmo assim Érica e Larissa me veem como uma professora, uma mentora. Não quero nunca mais voltar a vê-la. Não quero que essa imagem mude. Não queria estudar com elas por isso, então fui para Rio Bonito. Não conhecia ninguém lá, então era para ficar tudo bem, mas não ficou. Porque eu nunca fico bem, não importa onde. Eu odeio as pessoas. Odeio todo mundo mentindo, fingindo que gosta de mim para rir e fazer piadas quando eu falto aula. Odeio. Odeio demais. Não sei lidar com gente. Só sei lidar com gatos. Só. Eu não deveria nem ter nascido. Eu sei disso. Mas ele não podia dizer daquele jeito. Afundei outra vez.
Sempre soube que eu morreria antes dos 30. Não consigo me ver depois dos 30. Vou morrer antes. Agora tenho certeza. Não passo disso. Nem mesmo eu me aguento. A única utilidade da minha vida é servir de adubo.
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