quinta-feira, 13 de setembro de 2012

13-9-12

Parece tão ridículo que eu ainda me sinta tão criança quase um mês depois de ter me tornado “adulta”. Meu 18º aniversário me trouxe medo. Não posso mais evitar encarar o mundo de gente, por mais que o odeie. É minha obrigação encará-lo. Devo ver, aceitar e ficar quieta.
A sensação é de não pertencer a mim mesma; meus valores morais, as coisas nas quais acredito, minha mente, tudo que deveria ser meu está sujeito ao constante e incessante estupro por parte da sociedade.
Por mais doloroso que seja ser obrigada a acordar, fantasiar é a única maneira de me manter intelectualmente viva. O mundo que criaram para mim sufoca; a aflição me domina; vejo coisas terríveis o tempo inteiro e não posso mudá-las. Sinto-me estéril.
Será que alguém um dia lerá meus versos, ouvirá minhas canções e compreenderá tudo isso?
Chorar não ajuda agora, mas ninguém está vendo. 

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